Eu sempre fui e serei adepto a pesquisas eleitorais. Usadas cientificamente e com bom senso, norteiam ações e refletem o pensamento popular, porém, o que se vê hoje em dia no Brasil, é uma fábrica recorrente de manipulações tendenciosas.
Geralmente quem realiza solicitação prévia para divulgação de pesquisas tem o intrínseco desejo de conduzir pensamentos, opiniões e tendências. Os políticos que querem saber a realidade de suas possibilidades, as questionam através de institutos idôneos e de forma discreta, sem publicação.
Muitas das pesquisas realizadas e patrocinadas pela grande mídia, têm na condução de suas perguntas ao eleitor uma fórmula de manipulação de respostas que desvirtua todo o comportamento real.
Sempre repeti o mantra que os números não mentem, mas o ser humano o faz quase como um vício, inclusive quando tenta influenciar os números para que eles sejam protagonistas de suas ardilosas falácias.
Pesquisas eleitorais, quando promovidas por entidades sérias, somente refletem tendências seguras após as convenções partidárias e proclamações reais de candidaturas, o que não exime os políticos de mandato acompanharem regularmente de perto o pensamento popular para nortear suas ações e perspectivas de atingimento dos objetivos públicos programados.
Nas últimas eleições para Presidente da República, em 2022, num momento anual um pouco anterior ao atual, João Dória, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Rodrigo Pacheco, Sergio Moro, além de outros nomes menos notórios, eram candidatos ativos e logo depois nem participaram do pleito para o cargo.
Nas eleições de 2018, no Estado do Rio de Janeiro, quem falasse no nome de Wilson Witzel para Governador no mês de junho, virava motivo de chacota, mas ele ganhou a eleição quatro meses após.
Hoje, quando se propaga uma pesquisa, isso invariavelmente vem da demanda de interesse próprio da grande mídia patrocinada por verbas públicas; dos partidos que gozam de poder; dos políticos com mandato vigente; dos especialistas interesseiros; dos jornalistas comprometidos; dos militantes radicais; e dos que julgam ler bolas de cristal. O povo mesmo, que tem o suposto poder de decisão, está muito mais preocupado com o que vai comer no almoço ou onde vai assistir o próximo jogo do Brasil.
Os afoitos do ramo movimentam-se agitadamente com as especulações precoces dos “institutos”. A imensa maioria deles, pouco sabe classificar o grau de assertividade dos números, inclusive na mídia sedenta por audiência e patrocínio. Pouco se questiona as metodologias e confiabilidade das empresas estatísticas promotoras.
Nesta semana mesmo, foi divulgada uma pesquisa contendo os nomes dos 10 candidatos à Deputado Federal e Estadual mais citados do Estado do Rio, colocando-os como ordinariamente favoritos para êxito no próximo pleito. Como afirmei, o povo não está nem aí e nem sabe quem serão os candidatos à disposição, sendo assim, é ÓBVIO que todos os nomes relacionados estejam em atual exercício de mandato público e com muito mais visibilidade que os demais postulantes. Muito embora todos mencionados sejam potenciais candidatos, prever que serão eleitos, e até como mais votados, neste momento, é uma especulação estapafúrdia.
As pesquisas refletem apenas o instante e não tem poder de previsão sobre o futuro. Mesmo sem manipulações explícitas, existem diversos modos de influenciar a amostragem. O mais corriqueiro é o da ordem dos candidatos nas listas, beneficiando o primeiro. O outro é omitir nome de um candidato forte e incluí-lo em simulações posteriores, quando o pesquisado já tiver se manifestado por outra opção. E há muitas possibilidades de introduzir condicionantes. Exemplo simples de formulação de questão inconscientemente indutora: “Os economistas garantem que o país está indo bem na economia, e aí se pergunta: Você aprova a política econômica do governo?”, entre outras operações similares e igualmente nocivas.
A única coisa praticamente irreversível, é que vivemos num momento de extrema polarização entre a direita e a esquerda. Isso fatalmente levará a eleição presidencial para um segundo turno. Quem aprovar o governo, vai votar na continuidade, e quem reprovar, votará no outro, seja ele quem for. Um enorme empate técnico, tal qual se vê no Peru. E que ele fique por lá e não entre no nosso de novo.
BARRA MANSA E ANGRA DOS REIS SERÃO CAPITAIS DA LOGÍSTICA REGIONAL.
Uma das ferrovias mais estratégicas do Sul Fluminense, o Corredor Minas-Rio, segue para seu primeiro leilão em décadas, após a ANTT aprovar o projeto de concessão.
O projeto foi dividido em dois lotes. O primeiro, com quase 626 quilômetros, conecta o Centro-Oeste mineiro à Barra Mansa. O segundo lote estende-se por 107 quilômetros entre Barra Mansa e Angra dos Reis, garantindo acesso à costa e ao complexo portuário.
Para Barra Mansa, o Corredor Minas-Rio não será apenas uma linha de trem. Se transformará num eixo logístico que vai mudar totalmente a posição da cidade no mapa econômico do Brasil. A ferrovia será meio de movimentação de cargas minerais, agrícolas e industriais, com reflexo imediato na geração de empregos e oportunidades para as empresas instaladas na região sul fluminense, onde o município tem a posição mais privilegiada.
O segundo lote, que liga Barra Mansa ao Porto de Angra dos Reis, reforçará nossa acentuada posição como polo logístico, garantindo eficiência no fluxo de mercadorias entre o interior mineiro e o mercado internacional, via porto marítimo. Isso será precioso para Barra Mansa, que se tornará um importantíssimo ponto de transbordo e triagem de cargas nesse corredor.
O leilão está marcado para o último trimestre de 2026.
Barra Mansa e Angra dos Reis estarão no epicentro dessa promissora história.
Parabéns a todos os envolvidos, especialmente o Prefeito Furlani, de Barra Mansa, que com apenas 17 meses de mandato está permitindo que sua cidade recupere seus sonhos, tempos, esperanças, orgulhos, amores e fé.
Como ele mesmo diz rotineiramente: “É benção”!!!!
Júlio Esteves é Gestor Financeiro e atual Secretário Municipal de Relações Institucionais e Governança Corporativa da Prefeitura de Barra Mansa.