Deputado Thiago Rangel é preso em nova fase de operação da PF sobre fraudes na Educação do RJ

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Foto: Reprodução

A ofensiva da Polícia Federal contra esquemas de corrupção e vazamento de informações no Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (5), com a prisão do deputado estadual Thiago Rangel. A ação faz parte da quarta fase da Operação Unha e Carne, que agora direciona esforços para contratos suspeitos na área da educação pública.

No centro da investigação estão processos de compras e contratações que, segundo a PF, teriam sido manipulados para beneficiar empresas previamente alinhadas ao grupo investigado. O esquema incluiria desde fornecimento de materiais até obras de reforma, todas sob suspeita de direcionamento.

Com autorização do Supremo Tribunal Federal, foram executadas prisões e buscas em diversas cidades fluminenses, além de diligências na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Os investigadores sustentam que o dinheiro público desviado passava por um circuito de transferências até ser “lavado” em atividades comerciais, incluindo postos de combustíveis.

A investigação começou com outro foco: o vazamento de operações sigilosas contra o Comando Vermelho. A suspeita é que informações estratégicas tenham sido repassadas a integrantes da facção, comprometendo ações policiais.

Nomes já conhecidos surgem ao longo das apurações, como o ex-deputado Rodrigo Bacellar e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto. Ambos são citados como peças em uma engrenagem que conectaria agentes públicos e interesses criminosos.

Inserida na “Missão Redentor II”, ligada à ADPF 635, a operação amplia o cerco a estruturas financeiras e políticas que sustentam o crime organizado no estado.

Sem posicionamentos oficiais até o momento, o caso segue em investigação.