Polícia Civil localiza em Itaboraí pai condenado por abusar da filha em Barra Mansa

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Foto: Divulgação

A Polícia Civil encerrou nesta quarta-feira (20) a busca por um homem de 48 anos condenado por submeter a própria filha a anos de abusos sexuais e violência psicológica. A captura ocorreu no município de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, resultado de um trabalho de investigação conduzido pelos agentes da delegacia de Barra Mansa (90ª DP).O mandado de prisão definitiva, expedido na terça-feira (19) pelo Juizado de Violência Doméstica, Família, Especial e Adjunto Criminal de Barra Mansa, marca o fim de um processo que correu em julgado, o que significa que não cabe mais qualquer tipo de recurso contra a condenação de 25 anos e nove meses em regime fechado.

A gravidade do histórico criminoso chocou as autoridades. De acordo com o inquérito policial e os depoimentos prestados pela vítima, os crimes tiveram início em 2018, quando a menina tinha apenas 11 anos de idade. Embora vivesse com os avós desde o nascimento, a garota era obrigada a visitar a casa do pai mensalmente.

As investigações revelaram um esquema de terror e silêncio. Os abusos eram sistematicamente cometidos nos momentos em que a companheira do acusado saía para trabalhar. Sob graves ameaças caso revelasse a situação a alguém, a vítima também era coagida pelo pai a assistir vídeos pornográficos para que reproduzisse as cenas com ele.

A impunidade do agressor foi interrompida em 2021, quando a vítima completou 14 anos. Emocionalmente abalada, a garota passou a chorar e a recusar qualquer contato com o pai, o que despertou a preocupação de um tio. Ao ser questionada pelo familiar, a adolescente finalmente encontrou coragem para expor o drama que vivia.

Após a formalização da denúncia e o andamento processual, a condenação foi proferida e o foragido foi localizado a cerca de 140 km de distância da cidade onde os abusos ocorreram. Ele foi conduzido sob forte esquema policial e, por volta das 19h30, deu entrada na delegacia de Barra Mansa para o registro oficial da ordem judicial. O condenado aguarda agora a definição da unidade prisional pela Vara de Execuções Penais (VEP), onde iniciará o longo processo de cumprimento de sua pena.