Um homem de 32 anos foi preso em flagrante, acusado de praticar violência psicológica contra a ex-companheira, de 28 anos, que está grávida de quatro meses. A ação foi realizada por agentes da 94ª DP, coordenados pelo delegado Antônio Furtado, com apoio da Polícia Militar, no distrito de Arrozal, em Piraí.
De acordo com a investigação, a vítima relatou que vinha sofrendo agressões psicológicas desde 2023, período em que mantinha união estável com o suspeito. O casal era sócio de um bar localizado no distrito de Arrozal. Segundo o depoimento, o homem frequentemente se exaltava durante discussões, quebrava móveis da residência e passou a humilhá-la também no ambiente de trabalho.
Ainda conforme a denúncia, após o fim do relacionamento, o suspeito teria tentado isolar a ex-companheira, proibindo funcionários do estabelecimento de conversarem com ela. A vítima afirmou que ele não aceitava o término e chegou a ameaçá-la, dizendo que colocaria fogo no bar caso ela não reatasse a relação.
No dia da prisão, o homem teria retornado ao estabelecimento e reforçado aos empregados que não deveriam falar com a ex-companheira, alegando ser o proprietário do local. Abalada emocionalmente e temendo pela própria segurança e pela gestação, a mulher pediu que ele deixasse o local. Segundo o relato, porém, recebeu uma resposta indiferente à sua condição.
Após passar mal e ser atendida no Hospital Flávio Leal, a gestante procurou a 94ª DP e apresentou mensagens e áudios que, segundo a polícia, continham ameaças feitas pelo ex-companheiro. Com base nas informações e nas provas reunidas, equipes policiais iniciaram diligências e localizaram o suspeito em sua residência, em Arrozal.
Um funcionário do bar prestou depoimento e confirmou a versão apresentada pela vítima. Considerando o histórico de violência relatado, a condição de vulnerabilidade da gestante e a existência de antecedentes criminais atribuídos ao investigado, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante pelos crimes relacionados à violência psicológica contra a mulher.
Segundo a Polícia Civil, as penas somadas podem chegar a oito anos de prisão. O homem foi encaminhado ao sistema prisional e deverá passar por audiência de custódia.