Irmão de fotógrafa de Volta Redonda segue em estado gravíssimo após sequestro e ataque com fogo em Ribeirão Preto

Vítima diz à irmã que criminosos o chamavam por outro nome durante tortura

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Foto: Reprodução

Clayton Lima Nogueira, de 34 anos, conhecido como Bahiano e irmão da fotógrafa Etyla Mariely, que atuou por muitos anos em Volta Redonda, permanece internado em estado gravíssimo após ser sequestrado, espancado e ter o corpo incendiado na tarde de domingo (26), na zona Norte de Ribeirão Preto (SP).

Segundo a Polícia Civil, Clayton, que vivia em situação de rua, foi abordado por um homem enquanto caminhava pela rua. Logo depois, um carro branco parou ao lado e ele foi colocado à força no veículo. A vítima contou que foi levada para um galpão, onde sofreu agressões praticadas por pelo menos quatro criminosos. Em seguida, os suspeitos jogaram álcool sobre seu corpo e atearam fogo.

Mesmo gravemente ferido, Clayton conseguiu escapar e pedir ajuda. Ele foi socorrido e levado para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde permanece internado com cerca de 20% do corpo queimado.

Em conversa com familiares, Clayton relatou um detalhe que pode ser importante para a investigação. Segundo Etyla Mariely, durante todo o período em que era torturado, os criminosos o chamavam por um nome que não era o seu, o que levanta a hipótese de que ele possa ter sido confundido com outra pessoa. A informação deverá ser apurada pela Polícia Civil durante o andamento do inquérito.

Ainda no hospital, Clayton conseguiu se lembrar do nome da irmã, permitindo que a equipe médica localizasse Etyla, que atualmente mora no Espírito Santo. Nas redes sociais, ela contou como recebeu a notícia sobre o estado do irmão. "Entraram nas minhas redes sociais e mandaram mensagem perguntando se ele era meu irmão para me dar a notícia. Queimaram meu irmão vivo, vocês têm noção de uma maldade dessa? Queremos justiça. Ele está em estado gravíssimo", afirmou.

De acordo com Etyla, Clayton é o caçula de três irmãos. Ele trabalhava como servente de pedreiro, enfrentava dependência química e desenvolveu problemas mentais em decorrência do uso de drogas. Até desaparecer, morava com a mãe, no Rio de Janeiro.

A irmã relatou que, em março deste ano, os dois viajaram para Ribeirão Preto para visitar outro irmão da família. Ao chegarem à rodoviária da cidade, Clayton informou que iria ao banheiro, mas não retornou. Desde então, a família registrou boletim de ocorrência e realizou diversas campanhas nas redes sociais na tentativa de encontrá-lo.

A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os autores do crime e esclarecer a motivação do ataque. Perícias foram realizadas e outras diligências estão em andamento. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.