Hackathon encerra Flumisul 2026 com tecnologia, inovação e premiação de jovens talentos
Tecnologia, inovação e novos talentos marcaram o encerramento da Flumisul 2026 neste sábado (15). O último evento da 25ª edição da feira foi a apresentação e premiação do Hackathon, uma maratona colaborativa de inovação para desenvolver soluções tecnológicas, que reuniu 61 estudantes de cinco instituições de ensino, divididos em sete equipes.
Realizado pela ADR Sul Fluminense, em parceria com o Rio Sul Valley e patrocínio da Intentoo, o desafio promoveu uma experiência de imersão entre jovens universitários e a realidade da indústria. A partir de demandas reais apresentadas pelo Cluster Automotivo, os participantes foram estimulados a desenvolver soluções tecnológicas para o setor produtivo.
Durante três dias, os estudantes passaram por capacitações e mentorias antes de receber o desafio com o tema “Fábrica Autônoma”. A programação começou na quinta-feira (13), com treinamentos de pitching, oratória, Canva e desenvolvimento de produtos. Na sexta-feira (14), o Cluster Automotivo apresentou o desafio, e as equipes iniciaram o desenvolvimento das propostas.
Segundo o diretor de Tecnologia da ADR Sul Fluminense, William Arantes, os estudantes tiveram liberdade para explorar diferentes possibilidades a partir das demandas apresentadas pela indústria “Eles começaram a pensar em ideias para antecipar a parada de linha, falta de material da empresa, consumo energético. Então, esses grupos ficaram livres para desenvolver essas temáticas”, explicou William.
No sábado (15), cada equipe teve cinco minutos para apresentar sua solução à banca avaliadora, seguidos de dois minutos para perguntas.
Universidade e indústria mais próximas
A aproximação entre estudantes e a realidade da indústria foi um dos principais objetivos do hackathon. Diretor de Tecnologia do Cluster Automotivo, Wilson Miguel Sechi integrou a banca avaliadora e explicou que o desafio foi apresentado de forma ampla para estimular a criatividade e permitir diferentes caminhos para as soluções.
Ele destacou, porém, que a inovação precisa estar associada à compreensão dos processos industriais. “Não existe IA que resolva dados ruins, processos ruins”, afirmou. Wilson também reforçou que o Cluster pretende manter as portas abertas para que os estudantes conheçam as fábricas e tenham contato direto com os desafios do setor. “Não há melhor laboratório que você possa fazer do que o chão de fábrica”, destacou.
Diretor da ADR Sul Fluminense e membro da Firjan, Antônio Villela, que também integrou a banca avaliadora, ressaltou o empenho dos participantes e afirmou que a experiência já representa uma vitória para os estudantes. “A principal avaliação para a banca é a lógica, é o desafio, é a garra, é a vontade de vencer, é o trabalho que vocês fizeram nos últimos dois dias”, afirmou.
Durante a maratona, o presidente do Cluster Automotivo, Igor Leite, acompanhou o desenvolvimento das equipes e destacou a importância de aproximar de forma permanente o ambiente acadêmico do cotidiano das empresas. “Fizemos um combinado aqui para que seja cíclico e mantido esse projeto de aproximação entre o mundo acadêmico e as indústrias e o setor automotivo”, informou.
4Cast, do UBM, conquista o primeiro lugar
A equipe 4Cast, do UBM, conquistou o primeiro lugar e recebeu R$ 5 mil. A EG&N, do UniFOA, ficou em segundo, com R$ 3 mil, e a Hash, do UGB, conquistou o terceiro lugar, com R$ 2 mil. Ao todo, foram distribuídos R$ 10 mil em premiação. Além disso, as cinco equipes mais bem classificadas terão a oportunidade de visitar o Cluster Automotivo e validar suas ideias e produtos dentro das fábricas.
Estudante do 6º período de Engenharia de Software do UBM e integrante da equipe vencedora, Rafael de Souza contou que o grupo se dedicou intensamente para desenvolver o projeto. “Todo mundo ficou entocado de madrugada, de manhã, fazendo esse desafio pra sairmos com algo bom. Então realmente é gratificante receber toda essa autorrealização que tivemos”, relatou.
A solução desenvolvida pela 4Cast utiliza simulação da produção para prever situações relacionadas às paradas de linha, permitindo que a indústria se antecipe aos problemas e tenha respostas mais rápidas. “Essa solução permite que, no dia seguinte, na semana seguinte, nos meses seguintes, a empresa ter reações rápidas e já saber tudo que tem que ser feito”, explicou Rafael.
Para o estudante, o projeto tem potencial para ser aplicado na indústria. “Acho que a indústria pede isso e eles com certeza vão querer dar uma olhada”, afirmou. O Hackathon encerrou a programação da Flumisul reforçando a conexão entre conhecimento acadêmico, inovação e demandas reais da indústria, aproximando novos talentos dos desafios e oportunidades do setor produtivo.
Realizada pela Aciap BM, a Flumisul contou com o apoio da Prefeitura de Barra Mansa, Companhia de Desenvolvimento de Barra Mansa e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, além do patrocínio master do Sebrae, patrocínio institucional da Faperj, Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, TurisRio, Setur e Governo do Estado. A feira também teve o patrocínio da ArcelorMittal.