AGU pede que STF reconheça validade do reajuste do Bolsa Família
Reajuste foi anunciado nesta quinta-feira. Benefício será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro. Valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família. O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal. O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro. Notícias relacionadas:Bolsa Família é reajustado em 15%; medida vale a partir de outubro.Mendonça rejeita ação contra reajuste do Bolsa Família .O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777. A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo. Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo. Para o órgão, a Lei nº 14.601/2023 prevê a atualização dos pagamentos por meio de correção monetária. "Trata-se, portanto, de providência inserida na execução ordinária e continuada de política pública já existente, em observância ao marco normativo reconhecido por essa Corte como apto a concretizar a ordem injuncional. O decreto representa ato de manutenção e atualização de programa social permanente, e não a criação de vantagem inédita ou excepcional", argumenta a AGU. O caso será decidido pelo ministro Gilmar Mendes.