Volta Redonda qualifica 580 moradores e amplia oportunidades de trabalho e renda
Formandos de 14 a 64 anos concluíram segundo ciclo do Programa de Inclusão Produtiva da prefeitura; capacitações foram realizadas em 35 Cras e outros equipamentos da rede de assistência
Fotos Cleber da Silva – Smas
A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), certificou, nesta sexta-feira, dia 18, 580 moradores que concluíram o segundo ciclo de 2026 do Programa de Inclusão Produtiva. A cerimônia aconteceu no Clube Comercial, reunindo participantes que tiveram acesso gratuito a capacitações profissionais ao longo de quase cinco meses.
Com alunos de 14 a 64 anos, o programa ofereceu formação em diferentes áreas, contribuindo para a preparação dos participantes para o mercado de trabalho e para novas possibilidades de geração de renda. As oficinas começaram no início de maio e foram concluídas na quinta-feira, dia 17, mobilizando 22 instrutores.
As capacitações foram realizadas de forma descentralizada nos 35 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), nos três Centros de Inclusão Produtiva (CIP) – Vila Mury, Verde Vale e Vila Rica – e no Centro de Estudos e Produção Alimentar (CEPA), no São Sebastião.
“Quando a gente fala em 580 formandos, estamos falando de 580 pessoas que tiveram acesso a uma oportunidade de aprender, desenvolver uma habilidade e pensar em novos caminhos para suas vidas. A Assistência Social também trabalha para fortalecer a autonomia e criar oportunidades, e o Programa de Inclusão Produtiva mostrou, na prática, como essa política pode transformar vidas”, afirmou a secretária municipal de Assistência Social, Rosane Marques.
De beleza a culinária: formação para diferentes talentos
O segundo ciclo ofereceu oficinas em diferentes áreas profissionais. Em Beleza e Bem-Estar, foram oferecidas capacitações de barbeiro, manicure, trancista, designer de sobrancelhas e cabeleireiro. No Artesanato, os participantes tiveram opções como arte em vidros, feltro e EVA, pintura em tecidos, ponto cruz e fuxico, corte e costura e costura criativa.
Também foram realizadas oficinas de Confeitaria e Panificação, Marketing Digital, Serigrafia e Garçom, ampliando as possibilidades de escolha de acordo com o interesse de cada participante.
Para a subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, a descentralização das atividades foi um dos diferenciais do programa.
“Estamos falando de uma política que chega aos territórios e oferece oportunidades concretas. São pessoas de diferentes idades, histórias e objetivos, mas que têm em comum a possibilidade de sair das oficinas com novos conhecimentos e mais perspectivas. É um trabalho que fortalece a autonomia e abre portas”, destacou Larissa.
A diretora do Departamento de Proteção Social Básica (DPB), Cristiane Alves, ressaltou a importância da qualificação profissional.
“A qualificação profissional é uma importante ferramenta de transformação social. Muitas vezes, uma habilidade que já existia ou um talento que estava adormecido ganha uma nova perspectiva quando a pessoa tem acesso a uma formação. O nosso papel é ajudar a criar essas oportunidades”, afirmou Cristiane.
Próximo ciclo terá retorno da Oficina de Massoterapia
Com a conclusão do segundo ciclo, a Smas já prepara a próxima etapa do Programa de Inclusão Produtiva. O terceiro e último ciclo de oficinas de 2026 terá início no dia 5 de outubro, mantendo a oferta de capacitações gratuitas nos equipamentos da rede socioassistencial.
Entre as novidades estará o retorno da Oficina de Massoterapia, que contará com duas instrutoras.
O Programa de Inclusão Produtiva integra as ações da Prefeitura de Volta Redonda voltadas à qualificação da população e à ampliação das possibilidades de inserção no mercado de trabalho e geração de renda.
Histórias de aprendizado, superação e novos planos
A conclusão das oficinas representou uma conquista para os 580 participantes. Para muitos, uma oportunidade de aprender uma nova profissão, aperfeiçoar uma habilidade que já possuíam ou dar o primeiro passo para transformar conhecimento em renda.
Para Ellen Silva dos Santos, de 53 anos, moradora do Vila Rica, no bairro Tiradentes, a qualificação profissional também significou uma oportunidade de recomeço. Depois de concluir as oficinas de cabeleireiro e design de sobrancelhas, ela se formou em barbeiro e encontrou no programa uma forma de aprender novas habilidades e buscar independência financeira.
“Eu queria aprender coisas diferentes e ter a oportunidade de conquistar uma profissão. Eu estava passando por um momento muito difícil, estava sofrendo, e resolvi dar a volta por cima, olhar para mim e me dar a chance de aprender. Eu agradeço a Deus, ao CIP e aos meus professores, que foram maravilhosos. Hoje eu tenho uma profissão, com a qual posso ter a minha independência financeira e conhecer pessoas. E meus professores, principalmente o Franklin, professor de barbeiro, são maravilhosos, um excelente profissional. Agradeço ao CIP Vila Rica, por todos que trabalham lá e por todo o carinho que recebi naquele lugar”, contou Ellen.
Aos 17 anos, João Gabriel da Silva, morador do Jardim Belvedere, também vê na formação uma possibilidade de transformar o aprendizado em uma atividade profissional. Depois de já ter feito o curso de barbeiro, ele voltou à capacitação para aperfeiçoar suas técnicas e pretende conciliar a nova habilidade com a rotina de jogador de futebol.
“Eu já tinha feito o curso antes, mas aperfeiçoei as minhas técnicas. Eu jogo bola e pretendo, no meu tempo livre, praticar mais. Também pretendo trabalhar com isso e ganhar dinheiro. Quando fico alojado, por exemplo, corto o cabelo do pessoal do próprio clube e ganho um dinheirinho quando estou sem fazer nada em casa”, contou João Gabriel.