Para Presidente da República, hoje temos, de fato, os seguintes possíveis pré-candidatos: Ciro Gomes (PSDB), Eduardo Leite (PSD), Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT), Pablo Marçal (PRTB), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Rui Costa Pimenta (PCO). Alguns deles não irão até o fim e outros entrarão, mas o quadro atual é esse. Palpite: Lula e Flávio num aguerrido segundo turno e só Deus sabe o resultado dessa polarização raivosa estabelecida.
Para Governador do Estado do Rio de Janeiro nas eleições de outubro, esses estão hoje na possível briga: André Ceciliano (PT), Douglas Ruas (PL), Doutor Luizinho (PP), Eduardo Paes (PSD), Fabiano Horta (PT), Ítalo Marsilli (Novo), Mônica Benício (PSOL), Nicola Miccione (PL), Renato Cozzolino (DC), Washington Reis (MDB) e Wilson Witzel (sem partido). Da mesma forma, muita gente aí não chega na reta final, ora por acordos prévios, ora for falta de crédito, assim como alguns aventureiros irão entrar no páreo da disputa, mas neste momento, é o que temos pro almoço. A eleição na Assembleia para cumprir o mandato tampão de Cláudio Castro (no texto seguinte esmiuçamos o dilema) vai reforçar algum nome e enfraquecer outros, mas apesar da bola de cristal do colunista estar sem bateria para prever esse desdobramento, creio que Paes leva o jogo final, provavelmente no primeiro turno.
Paras as duas vagas do estado do Rio no Senado Federal, creio que são esses os pré-candidatos atuais: Alessandro Molon (PSB), Benedita da Silva (PT), Cláudio Castro (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Márcio Canella (União Brasil), Otoni de Paula (MDB) e Pedro Paulo (PSD). Briga equilibrada com atual vantagem para Cláudio e Bené, mas nada garantido.
DE FATO, POR TRÁS DO PALANQUE.
O governador Cláudio Castro deve se licenciar em abril para se candidatar ao Senado Federal. Como não temos vice-governador, eis que o eleito Thiago Pampolha renunciou para assumir uma valorosa vaga no Tribunal de Contas do Estado, quem assumiria seria o presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar, que está usando uma pouco elegante tornozeleira e também não pode herdar o posto. O atual presidente interino da ALERJ, Guilherme Delaroli, na condição de vice-presidente, também não pode ser empossado para não deixar o cargo na ALERJ vago. Aí o comando fica provisoriamente, conforme a legislação, com Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do estado, somente para convocar, em até 30 dias, uma eleição indireta para o mandato tampão de Governador até o final do exercício de 2026. Nessa eleição só votam os 70 deputados estaduais em exercício atual. Para esse mandato provisório, mas muito “intere$$ante”, já se insinuaram os seguintes nomes: André Ceciliano, do PT, que já se elegeu para diversos cargos públicos e hoje é secretário de assuntos parlamentares do Governo Federal; Nicola Miccione, filiado ao PL, que hoje ocupa o cargo de secretário estadual da Casa Civil; e Douglas Ruas, também do PL, que é o presente secretário das cidades do Governo do Estado do Rio, e na minha visão, é quem vai ganhar esse jogo de xadrez.
Provavelmente, quem pegar essa fatia do bolo, vai saborear com prazer e querer comer mais, candidatando-se a reeleição em outubro, desta feita, por via direta.
Em tempo: qualquer pessoa com mais de 30 anos, filiado a algum partido político, pode concorrer a esse mandato tampão. Quem sabe, você, caro leitor, se anime? Eu até pensei nisso, mas minha namorada não deixou.
Tem coisas que só acontecem nesse abençoado estado do Rio de Janeiro.
Júlio Esteves é Gestor Financeiro e atual Secretário Municipal de Relações Institucionais e Governança Corporativa da Prefeitura de Barra Mansa.