PROPOSTA DE MAIS UM FERIADO ESTADUAL
Assim que começaram os trabalhos legislativos de 2026 na ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), ontem, 03 de fevereiro, foi apresentado um projeto de lei (6.992/2026) de autoria do deputado Professor Josemar (PSOL), instituindo um feriado estadual a partir do ano vindouro, em 02 de fevereiro, como “Dia de Iemanjá”.
Curioso e atípico, é que na mesma sessão, a deputada Elika Takimoto (PT) apresentou um projeto de lei (6.994/2026) com igual objetivo.
Mas não parou por aí, pois as deputadas Renata Souza (PSOL) e Dani Balbi (PC do B), também, conjuntamente, apresentaram outro projeto de lei (7.008/2026) com idêntico propósito.
Enfim, socialistas, petistas e comunistas até brigam entre si pelo direito de ficar de folga e promoverem a inércia.
Num mês mais curto do ano e com o carnaval na maioria das vezes interrompendo atividades laborais por quase uma semana, criar mais um feriado é um pesadelo para empreendedores e produtores, que têm que pagar a mesma conta todos os meses, independente dos dias úteis do mês em curso.
Por mais que a data seja muito importante, sendo marcada pela tradição de milhares de pessoas levarem oferendas à “Rainha do Mar”, ela não é considerada feriado nem em Salvador, na Bahia, maior reduto de homenagens à divindade mãe de todos os orixás, porque a capital baiana já atingiu o limite de feriados municipais, que é definido pela Lei Federal nº 9.093/1995. Sendo assim, mesmo que a festa seja de grande relevância cultural, com inúmeros adeptos e fiéis, ela não pode ser incluída no calendário oficial de feriados soteropolitanos.
As propostas dos deputados fluminenses seguem para análise da Comissão de Constituição e Justiça, afinal, alguém precisa trabalhar, para justificar o quanto (e caro) já pagamos.
SEXTA-FEIRA TREZE DE SORTE PARA ALGUNS
Por falar em folgas em dias úteis, o Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Desembargador Ricardo Couto de Castro, na qualidade de Governador em exercício do estado do Rio, assinou seu primeiro e único ato no cargo, decretando ponto facultativo em todas as repartições dos órgãos e entidades integrantes da administração pública estadual direta, autárquica e fundacional (com exceção do funcionamento das atividades essenciais), na sexta-feira, 13 de fevereiro, véspera de festa de Momo, além das costumeiras datas de segunda-feira de carnaval e quarta-feira de cinzas.
Será que os prefeitos da região vão aderir a ideia? Eduardo Paes já tinha feito o mesmo na capital. Para nós, do sul fluminense, por ora, é preto na folhinha.
CARNAVAL JÁ FOI MAIS SÉRIO. E NÃO SE TRATA DE ANTIGA FALTA DE ALEGRIA, MAS DE ATUAL FALTA DE VERGONHA
Como entramos no assunto Carnaval, penso que essas verbas públicas destinadas a uma escola de samba (Acadêmicos de Niterói) para homenagear Lula, especialmente em ano eleitoral, se não é indecente, inoportuna, indecorosa, imoral, ilegal e suja, eu não sei de mais nada nesta vida.
Se isso passar impune, não haverá mais esperança de justiça, assim como se algum jurado do desfile oficial carioca, de qualquer quesito, der nota maior para essa agremiação oportunista do que o número de dedos da mão do “homenageado”, tornar-se-á cúmplice de crime eleitoral descarado e achincalhamento moral descabido.
PITBULLS TCHUTHUCAS? VIXI!
Já que o assunto é achincalhe, então vale informar que o prefeito carioca Eduardo Paes, incendiou suas redes sociais nessa segunda-feira (02/02) para intitular os aliados da gestão anterior da Assembleia Legislativa do Rio, presidida por Rodrigo Bacellar, como “pitbulls tchutchucas”.
O gracejo foi gerado pelo anúncio da votação do projeto que trata do acordo para quitar a dívida astronômica de ICMS do estado com a Prefeitura comandada por ele, que, segundo o prefeito, estava sendo engavetada pelos supostos “cães ferozes afetados da Assembleia”, mas foi resgatada para entrar em pauta pelo presidente em exercício da ALERJ, Guilherme Delaroli.
AUTO HOMENAGEM.
Falando no deputado, constatei que através da Resolução 1.353, de 03/02/26, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, foi concedida a Medalha Tiradentes ao Sr. Guilherme Delaroli. Até aí, nada demais, o problema é que quem assinou a Resolução foi o próprio Guilherme Delaroli, na qualidade de presidente em exercício da Alerj.
Mas é justo esclarecer que a proposta original evidentemente não foi apresentada por ele, mas por onze colegas de parlamento numa ação coletiva, inclusive Munir Neto(Volta Redonda) e Célia Jordão (Angra dos Reis).
PAPO RETO VEM AÍ?
E como mencionamos políticos do sul fluminense, comunico que essa modesta coluna deve ocupar um espaço similar na rádio a partir de março. Em negociações. Aguardem. É Real.
Sem mais assunto, fico por aqui. Até breve! Abraços.
Júlio Esteves é Gestor Financeiro e atual Secretário Municipal de Relações Institucionais e Governança Corporativa da Prefeitura de Barra Mansa.