NÃO “COMTE” COM OUTRA CONTA.
O NOME É WELLINGTON JOSÉ (PODEMOS).
CREIO QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ESTÃO ENGANADOS.
COMO FICARÁ A VAGA DE BACELLAR NA ALERJ, SE A MATEMÁTICA NÃO MENTIR.
Segundo “O Globo”, a cassação do mandato do Deputado Estadual Rodrigo Bacellar vai provocar uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro e um novo cálculo que pode mudar não só a vaga dele, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj).
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a exclusão dos votos recebidos por Bacellar e a chamada “retotalização”, um procedimento que recalcula toda a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.
Com a retirada dos votos de Bacellar, a Justiça Eleitoral vai refazer o cálculo do quociente eleitoral, número que define quantas cadeiras cada partido ou federação tem direito na Alerj.
Esse cálculo considera o total de votos válidos dividido pelo número de vagas disponíveis. A partir daí, é feita uma nova distribuição das cadeiras entre os partidos. Na prática, isso significaria, segundo o site, que a mudança poderia ir além da vaga de Bacellar e alterar a composição da Assembleia.
Eu fiz as contas e creio que grande parte da mídia está enganada em supor que a vaga aberta irá para as mãos de Comte Bittencourt, do Cidadania, como o próprio “O Globo” informou.
Comte é apenas o mais votado entre os não eleitos, o que não quer dizer absolutamente nada no cálculo eleitoral.
Não vou aqui explicar a regra que é complexa, mas creio que a domine bem.
Só vou registrar, que segundo meus cálculos, nem se abrissem três vagas, Comte entraria, em face do desempenho total numérico de sua coligação, e é isso que importa.
Enfim, como teremos agora (sem os votos de Bacellar) o total de votos válidos de 87.395.113 para deputado estadual no Rio de Janeiro em 2022, a legenda fica em 119.930. Um partido ou federação precisa de no mínimo 80% disso (95.944) para pleitear uma vaga, e um candidato precisaria de 11.993 votos no mínimo para se postular (10% da legenda).
Bem, como resumo, após cálculosprecisos, informo que o PL perderá uma cadeira, caindo de 17 para 16, e essa cadeira obviamente é a do próprio Bacellar.
Se não estiver muito enganado, essa vaga (única a ser alterada) vai para o PODEMOS (sobra de legenda para a terceira vaga: 102.856), mais precisamente para WELLINGTON JOSÉ, que inclusive já assumiu o posto nesse mandato em face da vacância temporária do Deputado Arthur Monteiro, quando assumiu uma Secretaria Estadual. Também assumiu como suplente empossado no mandato anterior, quando era do PMN.
Segundo suas publicações nas redes sociais, Wellington fazia parte do rol de admiradores de Bacellar. É carioca comerciante da zona norte (Ricardo de Albuquerque), flamenguista declarado e católico praticante.
Antes da Federação PSDB/CIDADANIA (da qual Comte faz parte, com apenas 98.789 votos totais), ainda estariam na frente para adquirir a vaga remanescente o próprio PL (sobra de legenda para a 17ª vaga: 101.776) e o UNIÃO BRASIL (sobra de legenda para a 9ª vaga: 99.601).
Não entendo como um cálculo feito tranquilamente por um mero cidadão pode ser pauta de uma reunião ministerial tão adiada, mas no Brasil, tudo é possível, até meus números não serem os mesmos que eles enxerguem.
BARBAS E BARBUDOS DE MOLHO, ENTRE OUTROS MENOS AFORTUNADOS CAPILARES.
Conforme adiantei na última coluna, Douglas Ruas (PL) foi eleito Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, embora a Justiça tenha anulado o pleito e o impasse/novela/drama mexicano permanece.
Bem, como esse colunista tem o velho hábito de acertar previsões eleitorais com bastante antecedência, já desenho um quadro provável para os Governos estaduais e a bancada do Senado para os próximo quatro anos.
A Centro-Direita e Direita elegerão 20 governadores, assim distribuídos:
PL (7), PSD (5), UNIÃO BRASIL (3), REPUBLICANOS (3) E PP (2).
O Centro elegerá 5 governadores, assim distribuídos:
MDB (4) E PSDB (1).
A Centro-Esquerda e Esquerda elegerá 2 Governadores, assim distribuídos:
PT (1) E PSB (1).
Para o Senado a previsão dos 54 Senadores a serem escolhidos é essa:
Centro-Direita e Direita: 29 – PL (12), UNIÃO BRASIL (5), PSD (4), PP (4), REPUBLICANOS (3) E NOVO (1).
Centro: 13 – MDB (8), PODEMOS (2), PSDB (2) E SOLIDARIEDADE (1).
Centro-Esquerda e Esquerda: 12 – PT (6), PSB (5) E PSOL (1).
27 Senadores permanecerão no mandato, assim distribuídos:
Centro-Direita e Direita: 20 – PL (8), UNIÃO BRASIL (5), PP (3), PSD (2) E REPUBLICANOS (2).
Centro: 2 – MDB (1) E PSC (1).
Centro-Esquerda e Esquerda: 5 – PT (4) E PSB (1).
Dessa forma o Senado Federal terá a seguinte distribuição total a partir de 2027:
Centro-Direita e Direita: 49 – PL (20), UNIÃO BRASIL (10), PP (7), PSD (6), REPUBLICANOS (5) E NOVO (1).
Centro: 15 – MDB (9), PODEMOS (2), PSDB (2), PSC (1) E SOLIDARIEDADE (1).
Centro-Esquerda e Esquerda: 17 – PT (10), PSB (6) E PSOL (1).
Percebam que se meus estudos estiverem corretos, a Direita, se unidacom a Centro-Direita, precisará apenas cooptar um terço dos Senadores do Centro (5), para atingir o número mágico de 54, que representaria 2/3 do efetivo para poder realizar transformações MUITO PROFUNDAS, inclusive em outras poderes, se é que me entendem. Como creio que 20 governadores em exercício também serão da Direita e Centro-Direita, isso aumentaria muito o peso das negociações, sem falar na hipótese cada vez mais real da Direita também eleger o Presidente da República.
A conferir.
Júlio Esteves é Gestor Financeiro e atual Secretário Municipal de Relações Institucionais e Governança Corporativa da Prefeitura de Barra Mansa.