23/10/2026 às 15h36min - Atualizada em 23/10/2026 às 15h24min
BOLA DE CRISTAL
SEGUNDO TURNO
Júlio Esteves - tudoaconteceonline.com.br
Após o sucesso das previsões realizadas nesta coluna atinentes ao primeiro turno das eleições do Brasil em 2026, a pergunta que recebo dezenas de vezes por dia é sobre minha opinião do que acontecerá domingo, sendo assim, não me furtarei de dar opinião.
Num resumo das pesquisas sérias e responsáveis e “trackings” qualificados internos, há uma tendência de que Flávio Bolsonaro será eleito com 52 a 53% dos votos válidos, contra 47 ou 48% de Lula, mas arrisco algo diferente.
Minha observação se deve a alguns fatores:
- Onde o eleitorado de Lula é mais consistente (Nordeste, renda até dois salários mínimos, idade acima de 60 anos e analfabetos), creio é onde se dará a maior abstenção, ora por desinteresse, ora por desconhecimento da importância e sobretudo porque só haverá (na maioria dos estados) eleição para Presidente, ou seja, não haverá “compra de votos” ou facilitação de locomoção.
- O eleitorado que quer mudança, ou seja, Flávio 22, está mais disposto, responsável, ávido e esperançoso, o que tende a uma abstenção menor.
- A maioria dos governadores, senadores, deputados federais e estaduais eleitos no primeiro turno apoiam Flávio, e como não há mais risco de derrota para eles, podem se dedicar (e a maioria o está fazendo) à eleição de Bolsonaro.
- As “manobras” e tentativas do grupo de Lula, assim como os pronunciamentos do mesmo, não atingiram resultado positivo e creio que Lula não conquistou nada a mais do que teve no primeiro turno.
- Muitos evangélicos (e Flávio tem nas pesquisas quase 60% de preferência nesse segmento) optam por não manifestar suas intenções de votos em pesquisas (muitos deles até orientados por seus pastores), e como são numerosos, esses números tornam-se estratégicos para uma análise minuciosa.
- Nikolas Ferreira tornou-se um fenômeno incomensurável, ao passo que Janones tende para o ridículo e só convence quem deseja ser convencido.
Isto posto, segue meu palpite para domingo:
Flávio Bolsonaro: 55% dos votos válidos.
Lula: 45% dos votos válidos.
Como o “Datafolha”, sempre erra 5% para cima para a esquerda e 5% para baixo para a direita, e publicou que está 50%x50%, isso corrobora meu palpite.
Creio, inclusive que um fenômeno ocorrido em 2006, quando Geraldo Alckmin (coincidentemente o candidato a vice de Lula) teve menos votos no segundo turno do que no primeiro, poderá se repetir vinte anos após com Lula.
A conferir.