03/11/2025 às 14h59min - Atualizada em 03/11/2025 às 14h59min

Por trás do palanque

CÂMARA DE BARRA MANSA. UMA APROVAÇÃO INCONTESTÁVEL.

Júlio Esteves

É muito difícil entrar para uma Câmara Municipal. Manter-se é bem mais viável. São os números que dizem, e diferentemente dos seres humanos, especialmente os políticos, eles não mentem jamais. Dos 1071 vereadores eleitos no Estado do Rio de Janeiro em 2020 que tentaram a reeleição em 2024, 624 obtiveram êxito (58,26%). Já entre os 15.533 demais, apenas 556 (3,58%) conseguiram vaga nos poderes legislativos municipais fluminenses. Ou seja, é 16 vezes mais difícil entrar do que se reeleger. É uma diferença muito significativa e não é diferente nos demais estados brasileiros. É bom ressaltar que muitos políticos fluminenses eleitos em 2020 não tentaram o pleito, pois alguns deles obtiveram vagas em 2022 na Câmara Federal e Assembleia Legislativa, outros tantos tentaram eleição para o Executivo (com desenlace positivo para muitos) e outros faleceram ou simplesmente desistiram, o que denota um disparate ainda mais saliente, eis que a maioria desses tinham reeleições praticamente asseguradas, caso desejassem.

Apesar da tendência de manutenção ser bem acentuada, alguns municípios do estado chamaram atenção em sua aprovação de membros ativos, como São José do Vale do Rio Preto, onde dos 9 vereadores eleitos em 2020, 2 foram candidatos ao Executivo (sem êxito) e dos outros 7, 6 foram reeleitos (85,71%).

Fato similar aconteceu em Comendador Levy Gasparian, onde da mesma forma, 6 dos 7 eleitos em 2020 tentaram a reeleição com sucesso (85,71%), pois também os 2 demais tentaram uma vaga no Executivo, com desfecho favorável para Fernando Cheffer, que se elegeu vice-prefeito.

Em Vassouras o sucesso foi ainda mais expressivo, pois dos 13 vereadores diplomados em 2020, 3 tentaram uma vaga ao executivo, e entre os 10 que tentaram a reeleição, 9 conseguiram vitória (90%).

Em Miguel Pereira aconteceu um fato extraordinário, pois dos 11 vereadores eleitos em 2020, 10 conseguiram a reeleição e o único que não logrou êxito (Sinho Venâncio) foi o oitavo mais votado da cidade, tendo 163 votos a mais que um vereador novato que entrou (Diego Coelho) na última vaga, de acordo com os métodos vigentes de cálculo eleitoral. Pode não ser justo, mas é a regra.

Mas a aprovação mais eloquente e notória foi em Barra Mansa. Dos 15 candidatos eleitos em 2020 que tentaram a reeleição em 2024, 14 venceram (93,33%) e apenas 1 não conseguiu sucesso (Fernanda Carreiro) mesmo tento 89% de votos a mais que em sua eleição anterior e 455 votos acima do último vereador empossado no último pleito. Mas isso ainda não denota amplamente o magnífico resultado, pois 4 vereadores eleitos em 2020 não tentaram a eleição, eis que um desistiu (José Marques) e outro faleceu (Paulo da Gráfica) porém seu filho se elegeu no seu posto (Everton Pesão). Bem, e os demais? Uma delas se elegeu vice-prefeita da cidade (Luciana Alves). E o outro? Nada mais, nada menos, foi eleito prefeito (Luiz Furlani) e está gozando de uma aprovação jamais vista num início de governo no sul fluminense em todos os tempos. Isso sem contar que os dois candidatos ao legislativo mais votados além dos citados direta ou indiretamente, também tiveram um enorme período empossados em vagas legislativas no quadriênio passado (Waguin e Paola da Pizzaria), ambos com obtenção de mais votos que vereadores diplomados.

É evidente que há oposição, críticas e alguns erros inerentes da natureza humana, mas estatisticamente os dados numéricos atestam que o povo de Barra Mansa aprova serenamente seu corpo legislativo e hoje, ao vermos todos eles irmanados com o governo executivo municipal agindo em parceria fiel e produtiva, só se pode esperar significativos avanços, como já estamos assistindo orgulhosamente.

 

*Júlio Esteves é Gestor Financeiro e atual Secretário Municipal de Relações Institucionais e Governança Corporativa da Prefeitura de Barra Mansa.*

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